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Com alta de impostos, carga tributária no Brasil bate recorde em 2025

  • Foto do escritor: Wagner Giovanni de Oliveira Fontes
    Wagner Giovanni de Oliveira Fontes
  • 24 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de jan.

Em 2025, o Brasil registrou a maior carga tributária da série histórica, iniciada há 22 anos, com impostos que somaram 32,2% do PIB.


  • O número, porém, poderia ser maior. No cálculo mais recente, ficaram de fora as contribuições ao FGTS e ao Sistema S (Sesi, Senai e Sesc). Sem essa mudança de metodologia, a carga chegaria a 34,1% do PIB.


Segundo a Receita, o ajuste busca tornar o indicador comparável aos padrões internacionais adotados pelo FMI e pela OCDE.


Voltando aos números… A alta da carga tributária em 2025 foi puxada, principalmente, pela elevação de impostos federais – responsáveis por 70% do avanço. No geral, a estrutura da tributação brasileira seguiu concentrada no consumo, o que tende a penalizar os mais pobres. Em 2024, impostos sobre bens e serviços somaram R$ 1,64 trilhão – o equivalente a 14% do PIB e 43,5% de toda a carga tributária do país.


  • Já tributos sobre renda, lucro e ganho de capital responderam por 28,3% da arrecadação total.


Quadro geral: A comparação internacional ainda usa dados de 2023. Naquele ano, a carga tributária brasileira foi de 32,1% do PIB pela metodologia antiga – ou 30,2% no novo cálculo.

O índice ficou abaixo da média da OCDE, de 34,1%, mas acima da média da América Latina e Caribe, de 21,3%.


Vale lembrar que a derrama, no contexto da Inconfidência Mineira, foi a cobrança forçada e brutal de impostos atrasados pela Coroa Portuguesa, que, ao ameaçar confiscar bens e invadir casas em Minas Gerais para atingir a cota de 100 arrobas de ouro anuais, se tornou o principal estopim para a revolta local.


A derrama correspondia ao "quinto" do ouro, o que representaria 20% do PIB à época, medida que "derramava" o imposto sobre toda a população e gerou grande revolta e indignação, pois a produção de ouro já estava em declínio.


Teria Tiradentes morrido em vão?


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Wagner Giovanni de Oliveira Fontes é Contador e Empreendedor. Professor Universitário. Especialista em Gestão Empresarial. Especialista em Consultoria Contábil pelo SEBRAE/Minas. MBA em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Mestre em Administração de Empresas pela FEAD/Minas. Pós graduado em Psicologia do Marketing e Liderança.

 
 
 

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